quinta-feira, 9 de março de 2017

Todos os iguais

“A igualdade pode ser um direito, mas não há poder sobre a Terra capaz de a tornar um fato. ” Por mais que a frase de Honoré de Balzac pareça verdade, nós insistimos na angústia por igualdade, pela possibilidade de todos poderem usufruir de seu mundo, nos é inadmissível tamanha desigualdade social, tamanha ganancia, avareza, egoísmo, pessoas passando fome, nos é inadmissível o roubo daquilo que é de todos por direito HUMANO, por isso sonhamos com um mundo nosso, um mundo que misture o Brasileiro e o Alemão.

Pois somos materialmente iguais, à medida que viemos do mesmo lugar, nu, sem carro para andar, sem roupa para usar.

Do mesmo modo não devemos fechar os olhos para a dimensão existencial da igualdade humana, onde somos iguais pela possibilidade e diferentes pelo desejo.

Nessa dimensão, ser diferente é tudo que a gente mais deseja, como uma necessidade de se localizar no mundo, de se descobrir, de se esbarrar com aquilo que chamamos de personalidade. Mas sem perceber essa busca nos leva de volta ao mesmo lugar. Lugar comum, onde todos sorriem, onde todos choram.

Por isso nossa luta, nosso convite é para que você, você aí sentado na cadeira, nos dê a sua mão e escreva conosco uma história, não necessariamente diferente, nem igual, mas uma história que transforme a nossa amizade em um caminho de igualdade, pois como já disse Pitágoras a amizade é a igualdade, é o nosso grito, o nosso sonho.

Ela nos empurra para o horizonte da igualdade, e quanto mais andamos para perto do horizonte da igualdade, mais tempo temos no caminho da amizade.

Afinal de contas somos todos iguais,  diferentes apenas no modo de sermos iguais.