terça-feira, 31 de julho de 2007

Soneto do Amor Total




Leonardo Araujo
Ateu



Resolvi escolher um texto hoje.

"Soneto do Amor total

Amo-te tanto, meu amor...não cante
O humano coração com mais verdade...
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.
Amo-te afim, de um calmo amor prestante
E te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.
Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente
E de te amar assim, muito e amiúde
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do
que pude.

(Vinícius de Moraes)

segunda-feira, 30 de julho de 2007

Eu ouvi e é bom! - da semana



Musica escolhida por Marcos Brito

Fruto Sagrado
Album: O que a gente faz fala muito mais do que só falar
Letra: Marcão


É a metamorfose política, mudando tudo após a eleição!
O mocinho vira bandido,
O político vira ladrão!
A grande maioria (quase todos eles!)
São marionetes do diabo!
A justiça e as leis compradas
Por altas somas de dólares...
Sua espada teleguiada
Só atinge a cabeça dos pobres!
Sub-vida, subdesenvolvimento, sub-mundo
No palácio central!
Escândalo após escândado
Humilhando uma nação.
Amorais inescrupulosos viciados pelo poder!

Os olhos de Deus eles não podem tapar,
O juízo de Deus eles não podem comprar.
Serão consumidos pela própria ambição!



Podres!! Cobertos de podridão!
Almas comprometidas com a corrupção.
Pactos, alianças de maldição!
Podres!!
Cobertos de podridão! Podridown!!



valoresdavida@valoresdavida.com

sexta-feira, 27 de julho de 2007

Eu li e é bom! da semana


Texto escolhido por Marcos Brito

Ricardo Gondim
Prece.


Meu pai,
Quero te ver no riso da menina que acabou de comer um pedaço de pão;

quero te sentir no soluço da mãe que, depois de sepultar seu filho, descansa sua cabeça em meu ombro;

quero te escutar no violão do repentista que, no mês da seca, ponteia Asa Branca;

quero te intuir durante o culto dos Sem-Terra quando choram a desocupação armada;

quero te conhecer no sermão que nasce dos lábios do missionário que socorre o índio;

quero te celebrar na alegria do casal que adotou aquele guri do orfanato;

quero te amar em cada momento que conseguir tornar sagrado nesta minha vida, tão ligeira e tão vã.


Se conseguir, sei que terei te adorado.


Soli Deo Gloria.

quinta-feira, 26 de julho de 2007

Um breve instante

Marcos Brito
Cristão Protestante

"Estou meio atarefado e por isso vou colocar um texto de uma pessoa que admiro muito."



Ricardo Gondim.

Há muito tempo, assisti um filme russo, ainda produzido pelos comunistas. Narrava a história de um rapazinho que lutava no front da II Guerra Mundial.

Depois de mais de dois anos longe de casa, o jovem recebeu um salvo conduto para passar 15 dias com a mãe, que morava muito longe e estava enferma. Só que a caminho de casa, percalços se sucederam. O trem quebrou, houve um ataque nazista, ele perdeu a conexão, nevou, um coronel o confundiu com outro.

Foram tantos incidentes que no momento em que ele finalmente chegou na estação de seu vilarejo, só dava para esperar quinze minutos e pegar a conexão de volta, senão ele seria julgado como traidor.

Porém, sua mãe também se atrasou. Ele gastou os quinze minutos desesperado porque tinha que ir embora e no momento em que já estava partindo, ela chegou. Com o trem já em movimento, os dois mal tocaram as mãos.

Um simples toque foi tudo o que aquele filho conseguiu depois de tanto esforço. O filme terminou com o trem sumindo na curva da estação e o personagem finalmente se recostando no assento, e esboçando um leve sorriso.

A lição final é que quando se quer muito bem, o momento do encontro, mesmo rápido, é suficiente.

Soli Deo Gloria.

marcosbrito@valoresdavida.com

quarta-feira, 25 de julho de 2007

Porque somos Assim?


Silas Lima
Cristão Protestante


Ah!!! Não entendo certas coisas, fico pensativo em minhas caminhadas diárias, tenho passado por um momento onde meus atos tem me feito refletir do que sou e do que quero ser, percebo que as vezes por falta de controle me torno aquilo que mais critico, mas graças a Deus por que reflito e cada vez mais descubro que a fragilidade é a maior força que tenho, vejo que é impossível ser perfeito e que assumir isso é o primeiro passo para ser menos imperfeito.

É lógico que não posso convencer a todos disso, mas quando vejo alguns atos não me conformo e me pergunto, porque somos assim?

Porque tiramos nosso corpo da linha de frente da batalha e empurramos nosso próximo a morte, sendo que o mais nobre é eu me entregar por ele, porque somos tão vingativos, porque temos medo de quem devíamos amar, porque nos achamos tão superiores aos outros e por fim porque somos assim?

Porque e pra que?

A vida é bela e a idéia é bela

Silas Lima

silaslima@valoresdavida.com

terça-feira, 24 de julho de 2007

Animados!

Leonardo Araujo
Ateu

Pessoal, essa semana tá sendo muito corrida por causa da cobertura do PAN, portanto tô sem tempo pra escrever. Fiquem com Zeca Camargo.


Lá pelos idos de 1992, mais perto do final do ano, eu saía do cinema extasiado. Tinha acabado de ver "Aladdin". Sim, o desenho. E mal conseguia disfarçar meu entusiasmo por ter tido a chance de assistir a um trabalho tão sofisticado. Me lembro, meio ainda sob o efeito mirabolante da produção, de me encantar por viver numa época em que uma técnica tão antiga podia oferecer um espetáculo tão inovador, surpreendente e... excitante! Aliás, para traduzir bem meu estado de espírito naquela tarde (era o tempo em que eu ainda conseguia ir ao cinema de tarde...), eu precisaria de mais algumas exclamações. Tipo... !!!!!!!!!!!

Mesmo descontado meu já declarado fascínio por temas orientais, "Aladdin" havia superado todas as minhas expectativas. Não me refiro, claro, à história - talvez uma das mais manjadas daquele repertório que os pais contam para os seus filhos (ou, pelo menos, contavam). Mas à maneira como ela era apresentada, os planos inesperados usados para desenvolver a ação se desenrolava, a riqueza dos detalhes de cada quadro, a interação entre a narrativa e os números musicais (acho que gostei até daquela seqüência no tapete mágico, com a canção que, se não me engano, se chamava "A whole new world" e ganhou um Oscar) - enfim, tudo naquele desenho de longa metragem indicava que estávamos diante de uma nova era na animação.

Daí, meros três anos depois, veio "Toy story"... Quem tem menos de 20 anos talvez tenha assistido a essa produção no cinema - talvez não: é bem provável que uma criança de oito anos tenha não só sido levada ao cinema para ver "Toy story" como também infernizou a vida de algum adulto para ver o mesmo título pela segunda, terceira, quarta, quinta - e sabe-se lá quantas mais - vezes. Mas essas crianças talvez fossem pequenas demais para avaliar o impacto dessa estréia. Alguém se lembra das “polêmicas”? Galões de tinta foram usados para imprimir artigos sobre o futuro da animação. Seria o fim do traço imortalizado pela Disney? Algum dia a computação gráfica iria dominar o mercado? O computador limitava a criação humana? E não vamos esquecer da hipótese mais mirabolante (ou talvez lúcida) de todas: será que um dia ainda vamos precisar de atores?

Bem, você já experimentou rever "Toy story" recentemente? Mesmo que você não tenha sido um dos mais entusiasmados na época em que o DVD ainda era uma novidade a ponto de correr para comprar um só para você, o filme (bem como "Toy story 2") cumpre com louvor o circuito de reprises das TVs abertas e a cabo – quem sabe você não pegou alguma delas? Pergunto porque eu fiz esse teste recentemente e a experiência foi, no mínimo, decepcionante. Uma vez conhecida a história (que, convenhamos, não é das mais inspiradas), as piadas envelhecidas não colaboram para renovar o entusiasmo de quem assiste. E mesmo a animação... para o olhar apurado de quem já passou por "Monstros", "Nemo" e "Shrek" (para citar apenas os mais populares), parece um trabalho de faculdade.

Por isso, fiquei um pouco preocupado quando, há apenas alguns dias, me vi novamente com aquela excitação dos tempos de “Aladdin”. Será que o motivo de um grande entusiasmo (renovado) no gênero, também ficaria ultrapassado? Se você ainda não adivinhou, estou falando de "Ratatouille".

Vai desistir da leitura? Por que eu vou escrever sobre um filme "para crianças"? Ou (motivo ainda mais... sórdido!) por que eu vou escrever de um filme sobre um rato? Em qualquer um dos casos, será um pena, pois, se você ainda não assistiu, esta minha argumentação seria uma boa chance de espantar esses preconceitos.

"Ratatouille" é sobre um rato, sim. Aliás, sobre um rato, não - sobre dezenas, centenas deles. Mas, para efeitos narrativos, a história se concentra principalmente no talento de um deles, Remy, para a cozinha. Com um olfato apuradíssimo, ele descobre que esse seu dom pode ser usado em benefício do paladar - inclusive, e principalmente, o humano (já que seus colegas ratos só se preocupam em saber se a comida está ou não envenenada).

Tranqüilizando mais uma vez você que me lê (e que por ventura não assistiu ainda ao filme): não vou entregar a história. Fiz apenas essa apresentação de Remy, para mostrar que ele não é exatamente um rato... nojento. Chamar de bonitinho seria exagero (se bem que, em uma cena ou outra, ele faz uma carinha que até parece o Gato de Botas escudeiro do Shrek...). Mas ele é bastante tolerável aos olhos, e quase encantador.

Suas aventuras na cozinha daquele que é apresentado como um dos restaurantes mais famosos (ainda que com seu prestígio arranhado) de Paris são espertamente elaboradas para conquistar o público - menos pelo heroísmo (estratégia tão comum nos filmes que querem seduzir ao mesmo tempo crianças e adultos) e mais pela astúcia.

A inocência de Remy nas suas tentativas de melhorar as relações entre roedores e humanos – um ideal romântico demais, e bastante arriscado, como alerta de maneira dramática o rato-pai – são comoventes mas não melosas. E o resultado é que você segura a sua boa vontade até o final. Quando, no clímax da história, o restaurante vai passar por um grande teste diante de um dos críticos gastronômicos mais temidos da França, você não tem outra opção a não ser torcer pelo ratinho.

A preparação desse jantar, já adianto, é uma das seqüências mais engraçadas que já vi numa tela de cinema. E digo isso baseado apenas em 60% ou 70% das suas cenas, uma vez que no restante delas eu ria tanto que mal conseguia abrir os olhos (ainda tenho de voltar para assistir à seqüência toda). Mas, piadas à parte, esse “gran finale” (e o “piccolo finale” que vem em seguida) traz também uma mensagem de escape para qualquer pessoa que já ouviu um "não".

Me lembrei do primeiro “Shrek” – onde a “moral da história” ainda chamava mais atenção do que as incontáveis sátiras à nossa cultura pop. Se, naquele filme, resumindo bem, a mensagem poderia ser traduzida por “é legal ser diferente”, em “Ratatouille” o “conselho subliminar” é: “se você acha que é bom em alguma coisa que todas as outras pessoas insistem em dizer que você não pode fazer... vai em frente e faz!”.

A lição não é muito sutil, mas eu não tenho dúvidas de que funciona com a criançada. Assim como funciona, bem lá no finalzinho, o recado de que às vezes, é mais legal fazer sucesso com um grupo que gosta de você, ainda que pequeno, do que ser “o maior” para um grande público que você nem conhece.

Essa é, claro, uma leitura bem particular do desfecho de “Ratatouille”. Tenho certeza de que você também tem a sua (que você já está convidado a registrar aqui nos comentários). Ninguém sai do filme indiferente... nem que seja pelas incríveis novidades na animação – que, não demora, certamente serão coisa do passado...

(Em tempo: vem aí um filme que, muito provavelmente, vai fazer um enorme sucesso contradizendo tudo que eu acabei de escrever – primeiro porque retoma a velha definição de “desenho animado”, e depois, porque “moral da história” não é o forte dos personagens dessa história. Estou falando, claro, de “Os Simpsons” – que, só de ver o trailer, eu já estou me candidatando a fazer fila para pegar a sessão de estréia. O quê? Ridículo? Olha que eu chamo o Krusty para me defender...)

Por Zeca Camargo

Texto escolhido por Leonardo Araujo

leonardoaraujo@valoresdavida.com

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Eu ouvi e é bom! - da semana

Musica escolhida por Leonardo Araujo

Run (tradução)
Snow Patrol
Composição: Indisponível



Eu cantarei isso uma última vez por você
Então nós temos que ir
Você é a única coisa que é certa
Em tudo que eu fiz

Eu mal posso te ver
Mas a cada momento eu te vejo
Eu sei que nós faremos isto em qualquer lugar
Longe daqui

Irradie-se com ânimo,
irradie-se com ânimo
Como se você tivesse uma chance
Mesmo se você não puder ouvir minha voz
Eu estarei ao seu lado querida

Mais alto, mais alto
E nós correremos por nossas vidas
Eu posso dificilmente falar, eu entendo
Porque você não pode aumentar sua voz para dizer

Pensar que eu não poderia ver aqueles olhos
Fica tão difícil não chorar
E como nós fazemos em nossa longa despedida
Eu quase faço

Irradie-se com ânimo, irradie-se com ânimo
Como se você tivesse uma chance
Mesmo se você não puder ouvir minha voz
Eu estarei ao seu lado querida

Mais alto, mais alto
E nós correremos por nossas vidas
Eu posso dificilmente falar, eu entendo
Porque você não pode aumentar sua voz para dizer

Lentamente, lentamente
Não temos tempo para isso
Tudo que quero é achar um jeito mais fácil
Para sair de nossas pequenas cabeças

Você está em meu coração querida
Estamos no limite para ter medo
Mesmo que seja só por poucos dias
Arrumando toda essa bagunça

valoresdavida@valoresdavida.com

sexta-feira, 20 de julho de 2007

Eu li e é bom da semana


Texto ecolhido por Leonardo Araujo

Juízo Final - Por Bruno Medina


Gosto de acreditar que faço parte de uma das últimas gerações em que o videogame ainda não era ameaça significativa à hegemonia dos brinquedos. Da minha infância em diante, o que se viu foi a diminuição gradual no tamanho das seções destinadas a vendê-los em lojas de departamento, até que estas passassem a oferecer bonecas, carrinhos, jogos eletrônicos e microcomputadores como se todos fizessem parte da mesma categoria. Isso sem falar nas bonecas e carrinhos que são microcomputadores.

Deve ser um tanto difícil para um adolescente de hoje imaginar a vida sem mp3, celular ou internet, mas o tio aqui garante que o mundo do disco de vinil, da ficha de orelhão e da máquina de escrever dava certo, ah, como dava... Não se trata de saudosismo barato, mas sim de uma inquestionável constatação: a informática - mesmo que em sua forma elementar - passou a ser pré-requisito básico para a vida a partir do século XXI.

Veja o exemplo das urnas utilizadas nos pleitos brasileiros; do Oiapoque ao Chuí, todas digitais, ou pense então nos inúmeros serviços públicos prestados a população sem que haja a necessidade de trocar palavras com um funcionário mal-humorado. Mesmo os mais relutantes tiveram de se render aos adventos tecnológicos, sob o risco de, em poucos anos, precisarem de ajuda para realizar tarefas banais.

Sempre pude me orgulhar de ser referência na família e entre os amigos quando o assunto envolvia qualquer coisa digital. Ganhei meu primeiro computador em 1989, naquela época os programas precisavam ser carregados toda vez que seriam usá-los. Pegava-se um disquete, daqueles grandões ou uma fita-cassete (desculpe, não dá prá explicar isso para quem tem menos de vinte e cinco anos) e copiava-se os dados para a memória (curtíssima) da máquina. Depois de desligada, zerava, ou seja, era necessário repetir o processo todos os dias. Então, quando um programa era iniciado, o recomendado era estar bem certo de suas intenções, até porque qualquer mudança de planos acarretava uma enorme perda de tempo.

Dessa época pra cá quase tudo se transformou, menos a minha aptidão para lidar com sistemas binários, pelo menos era o que eu achava até ontem. Amigos, não sou mais referência nesta área. Perdi o bonde do progresso, me tornei obsoleto, fui superado, sou mais uma vítima da exclusão digital. E o meu algoz, acreditem, foi o Internet Banking!

Já repararam que cada vez mais os sistemas de segurança bancários incrementam em complexidade? “Digite as letras correspondentes aos números de sua senha”, “digite o código de confirmação que você vê na tela”, “se você vê o selo digital referente a sua conta, clique ok”, “escolha uma senha provisória de oito números e letras para autorizar o envio de uma senha definitiva para o seu endereço”.

Será que é possível sacar quarenta reais sem ter a sensação de se estar passando por um exame psicotécnico ou acessando informações sigilosas da KGB? Foi no meio de um processo desses que digitei os números errados e bloqueei minha senha. No dia seguinte precisei ir até o caixa eletrônico de uma agência para resolver a questão e naquela de “digite aqui sua senha antiga e aqui sua senha nova”, acho que me confundi com uma outra senha qualquer (são tantas!) e bloqueei também meu cartão.

Por conta disso, só me restava procurar um funcionário de carne-e-osso da agência. Humilhado pela idiotice, ainda fui obrigado a sentar naquela poltroninha e esperar os que estava na minha frente resolverem suas pendências bancárias e baterem aquele já tradicional “papinho extra” com a gerente. Durante quarenta minutos lamentei o erro capital enquanto aguardava o atendimento. Chegada minha vez, a surpresa: “ih, seu cartão é múltiplo, só na boca do caixa”. Olhei para a fila, enorme, acho que era dia de pagamento, e entendi tudo: a agência bancária é o purgatório e as filas são a punição do sistema para os imperitos ou incapacitados.

Então a situação é a seguinte: estou impedido de realizar qualquer movimentação bancária até que resolva encarar a fila do caixa. Para quem se gabava de fazer tudo pela internet, nunca pisava numa agência de banco e se sentia o arauto da tecnologia, foi um duro golpe. Aceito meu castigo e não pretendo adiar a pena. Vou escrever a nova senha num pedaço de papel, para não confundir, tal como fazem as vovós apesar dos alertas sobre o perigo de serem assaltadas, e hoje mesmo estarei na fila, ouvindo as inevitáveis histórias daqueles que, como eu, estão condenados.

p.s: acabaram de ligar do banco. Esqueci minha identidade na mesa da gerente...

valoresdavida@valoresdavida.com

quinta-feira, 19 de julho de 2007

ATÉ QUANDO!


Marcos Brito
Cristão Protestante


Quantas vezes temos que ver e ouvir cenas absurdas como essas?Para que esses parasitas tomem vergonha na cara e façam seu trabalho, é isso mesmo! estou falando dos politicos, parece que nada aconteceu, tudo tranquilo eo interessante é que nunca existe culpado, e voltando aos parasitas, vocês ja perceberam que nessas horas não aparece ninguém! mas em época de eleições fica alastrado de politicos com sorriso nos labios e aquela cara de santo.
A minha pergunta é até quando isso vai continuar, o da Gol não foi o suficiente? Em respeito e solidariedade as familias das vitimas vou terminando indignado por um pais tão lindo sendo governado por incompetentes, como diz Eclesiastes de Salomão 10:16:
AI DE TI, Ó TERRA, CUJO REI É CRIANÇA, E CUJOS PRINCIPES SE BANQUETEIAM JA DE MANHÃ.

diga-me com quem tu andas,
e eu te direi quem tu és.



Consumatum Est

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Luto

Essa semana nosso site ficará com fundo preto em sinal de luto as vitimas do acidente ocorrido com o Airbus da TAM por volta dás 19:00 do dia 17/07/2007, as previsões são de mais de 200 mortos, sendo assim o maior acidente aéreo da história de nosso país.

Nossas condolências as famílias.

Sem mais,

Equipe valores da vida.

Liberdade



Silas Lima
Cristão Protestante

O que é ser livre? Será que somos livres? Entre outras, essas são perguntas intrigantes.

Podemos dizer que ninguém é livre (no conceito da maioria), pelo simples fato de que ninguém vive sem se prender a algo, seja uma idéia, uma pessoa, um hábito ou vicio.

A grande questão não é se sou livre ou não, a grande questão é, porque sou escravo.


Posso ser um “escravo” por vontade própria ou por não conseguir me livrar do meu “Senhor”.

Sou “escravo” de Cristo porque eu quero, porque acredito na idéia dele e por isso decidi me escravizar a ele, contrário disso são os vícios, onde a pessoa se escraviza no inicio por vontade própria e no fim é escravizado pela própria vontade.

Com todo esse raciocínio é cabível concluir que a liberdade é a simples escolha de quem vai ter a sua liberdade, de quem vai ser o seu Senhor, seja qual for a sua escolha, mas tome cuidado para que o escolhido por você não te escravize.

Silas Lima

A vida é bela e a idéia é bela.

silaslima@valoresdavida.com

terça-feira, 17 de julho de 2007

Mortos


Leonardo Araujo
Ateu


Bom dia. Boa tarde. Boa noite. Ontem eu estava navegando no Orkut, quando me ocorreu algo. Existe uma comunidade chamada Profiles de Gente Morta. Nessa comunidade são postados links com diversos perfis do site de relacionamentos, perfis de pessoas que já não estão entre nós. Presuntos. Mortos. Almas Penadas. Chame do que quiser, o certo é que defuntos famosos não passam despercebidos. Suicidas são os mais intrigantes. Na maioria das vezes tem seus perfis atacados com xingamentos do tipo: "Já foi tarde emo Filho da Puta." Bem, mas voltando à noite de ontem, resolvi entrar na comunidade para verificar se já tinham achado alguma vítima do terrível acidente com o vôo 1907 da Gol.Para minha surpresa, os urubus virtuais da comunidade já haviam postado perfis de boa parte das vítimas. Inclusive de uma moça chamada Emanuele. Eu vi o marido dessa moça na tv comentando que sua esposa estava no vôo. Desesperado e sem notícias, ele ainda tinha esperanças. Fucei o perfil da loira como faço de costume com diversas pessoas. A sensação que tive é a pior possível. A tecnologia nos dias de hoje nos fornece informações que nos fazem pensar: "E se fossemos nós?". E se minha esposa, a Hykata, fosse morta num terrível acidente deste. Todos os nossos planos por água abaixo. E toda a nossa privacidade exposta no orkut pra quem quiser ver. Isso me deixou pensativo. Eu vi como era ela feliz ao lado do marido mas sabia que ela estava morta. E isso vicia. Comecei a procurar outros perfis. Verifiquei o perfil do piloto e vi que ele não gostava de Pagode. E ele morreu. Verifiquei o perfil do filho de um dos tripulantes e percebi o desespero em seus textos. Portanto bons amigos. Cuidado, cedo ou tarde você também morrerá e terá toda sua vida exposta na PGM. Aliás, se quiser me mandar um e-mail com o link do seu perfil e um texto para que seja postado junto à seu tópico de morte fique à vontade.



Comunidade do CAPETA!

leonardoaraujo@valoresdavida.com

segunda-feira, 16 de julho de 2007

Eu ouvi e é bom! - da semana

Musica escolhida por Silas Lima


Resgate Acustico
Musica: Antes
Autor: Zé Bruno

Antes que se curvem as minhas costas
Antes que se cansem os meus pés
Antes que venham os maus dias
E eu não tenha mais do que viver

Antes que se fechem os meus olhos
E houver espanto pelo chão
Antes que venham os maus dias
E neles não exista mais prazer


Eu vou me lembrar, Deus eu vou me lembrar


Antes que eu volte ao pó da Terra
Sem nenhuma história pra contar
Antes que venham os maus dias
E eu não tenha como levantar

valoresdavida@valoresdavida.com.br

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Olá

Mediante o Feriado do dia 09-07-2007, nossos colunistas reinvindicaram uma semaninha de ferias, mas se acalmem apartir de 16-07-2007 tudo volta ao normal.

Abraços da equipe valoresdavida

valoresdavida@valoresdavida.com

sexta-feira, 6 de julho de 2007

Eu li e é bom! da semana


Texto escolhido Por Silas Lima

Charlie Chaplin

"já perdoei erros quase imperdoáveis, tentei substituir pessoas
insubstituíveis e esquecer pessoas inesquecíveis.

Já fiz coisas por impulso, já me decepcionei com pessoas quando
nunca pensei
me decepcionar, mas também decepcionei alguém.

Já abracei para proteger, já dei risada quando não podia, fiz amigos
eternos, amei e fui amado, mas também já fui rejeitado, fui amado e
não amei.

Já gritei e pulei de tanta felicidade, já vivi de amor e fiz juras
eternas,
"quebrei a cara" por muitas vezes!

Já chorei ouvindo música e vendo fotos, já liguei só pra escutar uma
voz,
me apaixonei por um sorriso, já pensei que fosse morrer de tanta
saudade
e tive medo de perder alguém especial (e acabei perdendo)!

Mas vivi! E ainda vivo! Não passo pela vida... e você também não
deveria passar!
Viva!!!

Bom mesmo é ir a luta com determinação, abraçar a vida e viver com
paixão,
perder com classe e vencer com ousadia, porque o Mundo pertence a
quem se atreve e a vida é MUITO para ser insignificante."

Agradecimentos a Val Souza pela Indicação do Texto.

quinta-feira, 5 de julho de 2007

VIVA UM MOMENTO DE CADA VEZ


Marcos Brito

Cristão Protestante

Há momentos em que as coisas acontecem na nossa vida, nós buscamos respostas, e muitas vezes não encontramos.
Coisas que não conseguimos entender, como por exemplo: porque as coisas ruins só acontecem comigo, e achamos que só o nosso problema é digno de toda a atenção, ou o destino nos prega uma peça e nos leva alguém que amamos, não sabemos responder por que essas coisas acontecem, ai uns começam a inventar absurdos como "maldição hereditária, quebra de maldição, regressões espirituais até ao ventre pra descobrir quem foi que pecou" ai esquecemos que Mateus quando nos mostra a genealogia de Jesus, não queria tornar esse texto um fardo, mais queria nos mostrar verdades espirituais riquíssimas, e nessa genealogia de Jesus teve gente santa e também cafajestes, se Jesus não teve que quebrar maldição nenhuma, então eu também não preciso O NOME DE JESUS É SUFICIENTE, a mensagem é perfeita e não precisa de aperfeiçoamento.
A verdade é que buscamos explicar o porque da nossa dor, porque é mais difícil encarar a verdade dura que essas coisas fazem parte da vida, tudo faz parte desse espetáculo que é a vida, precisamos encarar essas coisas com a certeza que são inevitáveis, ninguém agüenta rir o tempo todo, nem o choro é para sempre, os problemas nos faz amadurecer e a vida nos ensina a viver, a vida não é feita apenas de azeite mas também de vinagre.
Talvez você esteja passando por vales de sombra de morte, mas eu quero te dizer que a vida tem seus altos e baixos e você vai conseguir passar por isso como vencedor em Deus, porque ele tem esse poder que ultrapassa o entendimento humano, viva a vida com um momento de cada vez isso traz alivio à alma, e ser amigo de Jesus cura até câncer.
Consumatum Est

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Desejo, Bom ou Mal?


Silas Lima
Cristão Protestante


Como gostam de dizer os psicólogos, nós seres humanos, somos seres desejantes, ou seja, vivemos movidos ao desejo, nosso combustível é o desejo.

Mas quando pensamos em desejo, não sabemos ao certo se o desejo é bom ou mal.

O desejo é algo tão importante para alma, quanto o ar é para o corpo, a questão de fato é como lidar com o desejo, pois ele serve para nos dar sentido de vida, mas também pode ser um destruidor de vidas.

Quando desejamos algo bom, trabalhamos em favor do desejo para conseguimos conquistá-lo, isto é correto, só devemos ter em mente que os meios do qual utilizamos para conquistar nossos desejos não podem fazer mal aos outros, devemos alimentar nossos desejos como um sonho que nunca morre, nem destrói ninguém, não como um ambição, pois a ambição descontrolada é uma arma mortal e suicida.

Mais perigoso que o desejo que até agora nos referimos, são os desejos mais tenebrosos de nossos corações, todos temos dentro de nós uma queda pelo mal, admiramos as histórias dos mais espertos (filme Prenda-me se for capaz), os mais valentes (Lampião), os mais temidos (o Poderoso Chefão).

Quando desejamos algo que vai de encontro com nossos valores morais, sempre estamos a procura de motivos para que consigamos justificar para nós mesmos que o que desejamos não é errado, que o que desejamos tem uma razão, aí mora o perigo, por isso ouça sempre a voz que vem de dentro, que nos pressiona a não fazer aquilo que é mal, quando perdemos essa voz que eu considero nosso freio moral, podemos nos transformar em seres descontrolados e capazes de fazermos os maiores horrores inimagináveis, pois a vontade solta é como uma besta fera fora da jaula.

A idéia é bela e a vida é bela.

Silaslima@valoresdavida.com

terça-feira, 3 de julho de 2007

A Geração Perdida


Leonardo Araujo

Ateu

Bom dia. Boa tarde. Boa noite. Hoje irei falar da geração Trainspotting. Pra quem não conhece, Trainspotting é um filme que conta a história de Mark Rentor, um escocês viciado em heroína, interpretado brilhantemente por Ewan McGregor. Uma geração que também pode ser chamada de Geração Clube da Luta (esse não precisa de apresentações). Uma geração niilista e subjugada. Uma geração que perdeu os valores. É cool tomar porre, é cool fumar maconha. Balinha também é cool. O sexo foi banalizado. Os valores que até o menos puritano pregava hoje são coisas de gente careta. Com esse tipo de pensamento, podemos deduzir que essa geração não está nem aí para o aquecimento global, ou qualquer problema que irá afetar futuras gerações, certo? Deduzo então que o fim está próximo, é só pensar um pouco. E você? Faz parte da galera que curte uma autodestruição também? Prego....

segunda-feira, 2 de julho de 2007

Eu ouvi e é bom! - da semana

Musica escolhida por Marcos Brito
Terra De Gigantes
Engenheiros do Hawaii
Composição: Humberto Gessinger

Hey mãe!Eu tenho uma guitarra elétrica
Durante muito tempo isso foi tudo
Que eu queria ter

Mas, hey mãe!
Alguma coisa ficou pra trás
Antigamente eu sabia exatamente o que fazer

Hey mãe!Tenho uns amigos tocando comigo
Eles são legais, além do mais,
Não querem nem saber

Mas agora, lá fora,Todo mundo é uma ilha
A milhas e milhas e milhas de qualquer lugar

Nessa terra de gigantes(eu sei, já ouvimos tudo isso antes)
A juventude é uma banda
Numa propaganda de refrigerantes

As revistasAs revoltas
As conquistas da juventude
São herançasSão motivos
Pr'as mudanças de atitude
Os discosAs dançasOs riscos da juventude
A cara limpaA roupa suja
Esperando que o tempo mude

Nessa terra de gigantes(tudo isso já foi dito antes)
A juventude é uma banda
Numa propaganda de refrigerantes

Hey mãe!Já não esquento a cabeça
Durante muito tempo isso foi
Só o que eu podia fazer

Mas, hey mãe!
Por mais que a gente cresça
Há sempre coisas que a gente
Não pode entender

Hey mãe!
Só me acorda quando o sol tiver se posto
Eu não quero ver meu rostoAntes de anoitecer
Pois agora lá fora
O mundo todo é uma ilha
A milhas e milhas e milhas...


Nessa terra de gigantes
Que trocam vidas por diamantes
A juventude é uma banda
Numa propaganda de refrigerantes